13 Fev 2017

Por que tenho de saber o que é LEAN STARTUP?

“Lean” significa enxuto. “Startups” são empresas que se dedicam à inovação (leia um pouco mais no final deste artigo). Muito bem – então, qual é o sentido da expressão Lean Startup? Uma definição razoável seria explicá-la como a metodologia que preconiza experimentar em vez de planejar, ou seja, a opinião do cliente no lugar da intuição e o projeto iterativo no lugar da ideia de um produto acabado logo no início. Na prática: planejar pouco, testar mais, ouvir sempre (o mercado).
No entanto, o conceito “LEAN STARTUP” é muito mais amplo e, ainda que seja relativamente recente, sua relevância em meio a empreendedores cresce de maneira notável – especialmente no Brasil, ainda que não seja incomum que entendam suas ações sob uma perspectiva incorreta – já que há poucas referências de aplicação.
Criada por Eric Ries, autor e empreendedor do Vale do Silício, a doutrina “Lean Startup” pode, também, ser definida como a metodologia que direciona startups a alocar seus recursos com eficiência. Ou, como diz Ries, são startups que eliminam atividades supérfluas e canalizam toda a energia para a criação de valor. De uma maneira mais lógica: se desenvolver um negócio que seja viável é o que realmente importa em startups, então o mais importante é acabar com distrações que impeçam alcançar tal objetivo.

LEAN STARTUP TENTATIVA, ERRO, TENTATIVA, ERRO, TENTATIVA…

De um modo geral, startups não seguem padrões convencionais, mas dão certo por meio de um processo de iteração, aprimoramento da ideia primordial, erros, acertos e adaptação. Já o modelo tradicional estriba-se sobre um plano de negócios com projeções para os próximos cinco anos – só que não é possível fazer certas previsões logo no início de um empreendimento.
As estratégias de lean startup foram desenvolvidas, a priori, para a criação de negócios de tecnologia. Porém, segundo Steve Blank, professor associado da Stanford University, são igualmente válidas para a criação de pequenas empresas em outros setores. Cabe, aqui, uma observação: o conceito lean, que teve origem na fábrica da Toyota, Japão, envolve a identificação e eliminação de desperdícios (tempo, custo ou recursos) para, dessa forma, elevar a qualidade e dinamizar o time-to-market.
Muito bem – no caso da lean startup, é levado em conta o ciclo build – measure – learn (construir, medir e aprender) para testar diferentes hipóteses acerca da inserção do produto no mercado – e, como ferramenta de gestão, deve ser combinada com outras estratégias.

SE É LEAN, MINIMUM VIABLE PRODUCT

Um dos pilares de lean startup é denominado MVP (Minimum Viable Product), ou produto mínimo viável, que consiste em uma série de testes para analisar a viabilidade de um negócio ou, por meio de um grupo de clientes, realizar para “degustações” que servirão para que o empreendedor identifique a reação do mercado, se o produto (que apresentará o mínimo de funcionalidades, mas manterá a solução em função da qual foi criado) é compreendido e se soluciona o problema do consumidor. E, à medida em que as grandes iterações forem mais rápidas os custos menores, as chances de êxito aumentarão.
E não é incomum que, dessas iterações surjam grandes mudanças (chamadas por Ries de pivôs) nas ideias originais.
Assim, estruturadas sobre os conceitos de Customer Development, Desenvolvimento Ágil e Plataforma Tecnológica como commodity – e com inúmeras estratégias além do MVP para chegar às respostas necessárias sobre o negócio ou o produto, lean startups produzem resultados ao aplicar testes rápidos para validar hipóteses, aprender sobre as necessidades de seus clientes e manter uma postura estoica ao longo do desenvolvimento do produto.

 

AJUSTANDO A OFERTA

A esta altura, portanto, é bem clara importância da metodologia para mitigar os riscos decorrentes da incerteza acerca do desejo dos consumidores – e isso é especialmente verdadeiro quando falamos sobre o desenvolvimento de tecnologias disruptivas. O grande desafio, assim, é fazer com que os clientes realmente queiram o produto e, assim, a empresa obtenha lucro (Product/Market fit). Ou seja, o que importa é ajustá-los ao mercado e que isso aconteça de forma rápida e sem desperdícios.
Entender os mecanismos que influenciam o comportamento da clientela e descobrir lacunas nos produtos antes que estejam totalmente disponíveis no mercado – e também lidar com elas – além de expandir a visão (e identificar aquilo que será mesmo inovador) são algumas das vantagens que a abordagem lean startup proporciona – e também representam um panorama acerca dos fatores que podem significar o diferencial entre o sucesso e a derrocada.

 

O QUE É UMA STARTUP

Só para alinhar a visão, as definições para STARTUP  variam muito. Há a genérica, muito comum, que aponta a startup como um estágio de qualquer empresa, operação ou idéia. Ou seja, o momento em que exige esforço, investimento e pouco ou nenhum retorno. Algumas pessoas associam startup à inovação – novas tecnologias, novos modelos de negócio. Acredito muito numa visão mais conceitual, talvez unindo essas duas visões. Conceituaria startup como uma empresa que busca posicionar uma solução, serviço, produto inovadores buscando um modelo de negócios escalável.

Referências

O video acima foi compartilhado d o canal youtube BOOK VIDEO CLUB

Sugiro uma visita ao http://theleanstartup.com/

O livro de Eric Ries em português é Startup Enxuta

 


Demetrius

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